Texto escrito para a seção "Economia em foco" do blog PUCf5.
Não é de hoje que uma nova classe social composta por nada menos que 95 milhões de pessoas – metade da população brasileira – é alvo de estudos e pesquisas, principalmente aquelas interessadas em descobrir o que pensam esses consumidores em potencial, certo? Certíssimo. Depois de ajudar o Brasil a atravessar a maré brava da crise global com uma embarcação que, apesar de arranhões e algumas fendas adquiridas, chegou bem ao porto, a classe C, hoje tida como a “nova classe média”, começou a ter seus hábitos investigados e se chegou à conclusão que essa parcela enorme de brasileiros já não consome como antes. Consome mais, muito mais.
A ascensão social à custa do aumento da renda familiar, hoje entre R$1.530 e R$5.100, fez desses brasileiros figura-chave para o aquecimento do mercado interno. E se são tão importantes assim como consumidores, não o serão como eleitores? Foi essa pergunta o pontapé inicial da nova série de reportagens da jornalista Ana Paula Padrão, “A nova classe média”, que vai ao ar durante toda esta semana no Jornal da Record. “Decidi tentar entender como essas pessoas se comportam, quem são, como pensam, e que Brasil querem para eles”, explica a jornalista. Segundo ela, a partir do momento em que entraram para a sociedade de consumo, ganharam cidadania e descobriram que são importantes, sim.
8 de setembro de 2010
31 de agosto de 2010
BlogDay 2.010
31 de agosto, terça-feira: dia dos aldeões globais blogueiros dedicarem seus caracteres a tributos para seus pares. O motivo para tal é o BlogDay, que comemorando a pluralidade e a troca de informações, chega neste ano à sua quinta edição promovendo indicações e mais indicações nos milhares de espaços virtuais dos "bloggers" ao redor do globo.
O Declarando entra nessa onda após ser carinhosamente indicado pelo jornalista e blogueiro Antenor Thomé, o Antena, em seu Mural do Antena e, portanto, incumbido da função de listar cinco blogs que gostaria de compartilhar com os leitores - declarantes no nosso caso - declara:
15 de agosto de 2010
Declarando sobre economia
Aos novos declarantes, bem como àqueles de longa data, temos um novo endereço para nos encontrar: o blog PUCf5 que é atualizado semanalmente pelos alunos de Jornalismo matutino (2º semestre) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A partir de agora, declararei semanalmente sobre um tema que costuma levar às mais horrendas caretas, economia. Por isso, levo para essa missão a vontade insaciável de lançar luz sobre esse "buraco negro" e tornar conceitos, episódios marcantes, e tudo mais que estiver sob essa capa negra da dúvida, algo palatável e inteligível.
O primeiro texto já está no ar e todos os próximos serão indicados aqui no Declarando ("Declarei também em..." box à direita). Para me encontrar no blog basta digitar "Economia em foco" na barra de pesquisa e os posts estarão à espera das declarações de vocês. Que possamos estar juntos em mais esta jornada.
Sejam todos muito bem-vindos!
18 de junho de 2010
Palavra
Um minuto de silêncio. Sessenta segundos frente a 87 anos que, nem de longe, remetem-nos a uma vida silente. De repente, em um entreabrir dos olhos, foi o tal silêncio o que restou de sua onipresença. Muito além de discorrer sobre o homem, O Mestre debruçava-se puramente sobre a palavra; era ela, de fato, a protagonista de suas histórias. É pensar nele para que a importância e o trato com a palavra sejam, imediatamente, retomados. Mais do que nunca, precisamos dessa retomada.
Em uma época em que reticências viraram moda, abdicando-se da prolixidade de vírgulas, pontos e vírgulas e interrogações, não é de causar espanto que a palavra em 140 caracteres seja a imposição, a mais nova ditadura; não é de causar arrepios que as palavras inspirem desconfiança, ironia e – por que não? – medo. Nunca estivemos tanto no tão raso, quando é a profundidade e o seu “por descobrir” que excitam, seduzem e viciam.
Em uma época em que reticências viraram moda, abdicando-se da prolixidade de vírgulas, pontos e vírgulas e interrogações, não é de causar espanto que a palavra em 140 caracteres seja a imposição, a mais nova ditadura; não é de causar arrepios que as palavras inspirem desconfiança, ironia e – por que não? – medo. Nunca estivemos tanto no tão raso, quando é a profundidade e o seu “por descobrir” que excitam, seduzem e viciam.
3 de junho de 2010
FUNcouver
Ao caro leitor, a explicação: texto publicado na edição 64 do jornal laboratório do curso de Jornalismo da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes da PUC-SP, Contraponto.
Enquanto a maioria das emissoras de TV brasileiras preparava-se para cobrir mais um show de peles descobertas, rostos exuberantes e sorrisos saltados à vista – nosso bom e velho lugar-comum – uma emissora em especial abastecia-se de casacos, luvas e botas para alçar novos horizontes, apresentando a nós brasileiros um show de exuberância e sorrisos onipresentes. Preteriu-se o espetáculo da beleza individual de corpos esculturais; preferiu-se a beleza das paisagens limpas ressaltada pelo brilhantismo de super-humanos.
11 de maio de 2010
Hobbes por Fidel - a cartilha de um ditador
Alcançar a paz e evitar injustiças, esses são os nobres princípios nos quais o Contrato Social hobbesiano apóia-se. Destituir um golpista desenhado pelos baluartes da Revolução Cubana como mancomunado com a nata estadunidense e assim, e somente assim, semear a liberdade plena por toda a ilha caribenha eram, por sua vez, os nobres princípios de Fidel e seus guerrilheiros de Sierra Maestra. Analisando superficialmente as bases do “como agir” desenhadas por Thomas Hobbes e as intenções de agir de Fidel Castro, percebe-se certa paridade. Contudo, a ligação entre ambos vai muito além de nobres princípios, enrijecendo-se pelos caminhos tortuosos da “soberania” transfigurada de Hobbes. Entre uma tênue linha ideológica que possa diferenciá-los e uma irrefutável muralha do tempo que os distancie, a cartilha de Hobbes foi conservada e ganhou os contornos castristas. Nunca antes Hobbes fora tão atual, bem como Fidel nunca tivera tanto em quem se espelhar.
Crente na natureza destruidora do ser humano, proclamando a “Bellum omnia omnes” – guerra de todos contra todos – como o fim em si mesmo do direito humano sobre todas as coisas, Thomas Hobbes (1.588 a 1.679) construiu sua corrente de pensamento no credo de que a plenitude só seria alcançada quando o “estado natural” abrisse caminho a uma sociedade civil centralizada na figura de um homem ou de uma assembleia. Portanto, a paz seria o produto da concessão de parte das liberdades naturais dos cidadãos a uma autoridade inquestionável. Foi nesse ponto que Fidel encontrou abrigo.
2 de maio de 2010
Eu voltei, agora para ficar
Aos declarantes que andavam estranhando minha falta - se é que posso sentir-me no direito a esta honra - comunico que estou de volta. Passada a comemoração do primeiro ano do Declarando, deixei-o respirar por dois meses até que os lembretes e conselhos para retomar à labuta foram maiores que o meu caos corriqueiro e a culpa de mãe desnaturada caiu-me como uma luva.
Neste tempo de dormência, o Declarando foi agraciado com o selo Beautiful Blogger, um agrado entre os colegas blogueiros. Com a incumbência de dizer sete coisas sobre si mesmo e indicar sete blogs, Allan Nedson do "Liberdade e Pensamento" passou-me o bastão incluindo o Declarando em sua lista. Muito obrigada, Allan!
Neste tempo de dormência, o Declarando foi agraciado com o selo Beautiful Blogger, um agrado entre os colegas blogueiros. Com a incumbência de dizer sete coisas sobre si mesmo e indicar sete blogs, Allan Nedson do "Liberdade e Pensamento" passou-me o bastão incluindo o Declarando em sua lista. Muito obrigada, Allan!
20 de fevereiro de 2010
Declarando...
Há exatamente um ano, ele nascia acanhado, pequenininho, sem fazer todo aquele estardalhaço como a maioria dos recém-nascidos, entretanto, ele surgia confiante, esperançoso, faminto de conhecimento e sedento de ideias. Sua vinda não fora algo muito bem planejado, digamos que de um rápido esboço ele passou a ser algo real, mais ou menos como aquela pessoa que não pede licença, vai logo entrando, mas mesmo assim consegue ser tão educada e adorável a ponto de sua presença se transformar em um presente, um alívio - no meu caso, uma paixão. Quando ele nasceu, talvez não tenha sido muito acreditado por sua progenitora, mas ah, como ela estava enganada... Não que ele tenha se transformado em algo perfeito, mas sua vocação para ser grande já se faz visível. Quando ela lhe tomou aos braços pela primeira vez, talvez tremesse como qualquer marinheiro de primeira viagem, mas junto com o suor frio que escorria pelo seu rosto, estava a lágrima de felicidade, de realização, de desafio.
Sim, eu não o planejei, aconteceu; também confesso, não depositei nele aquela confiança dos que se dizem fortes e sábios; tremi, suei frio e até senti algo escorrendo dos meus olhos. Ousei planejar seu futuro - criar cronogramas, regras rígidas e imutáveis, sentenciar exatamente como seriam seus primeiros passos, suas primeiras palavras, seus primeiros sorrisos - mas quem disse que nossas crias são tão manipuláveis? Falhei. Mas, olhe que barato, quando pensei que esta aventura era demais para o meu espírito aventureiro, fui surpreendida por uma força que me mostrou o quão saboroso é o gosto do desconhecido, do novo. De onde veio a tal força? Da criatura, para espanto do criador.
15 de fevereiro de 2010
Olhe ele aí
Ele apresenta-se com uma postura de bravo, impiedoso e apático a tudo aquilo que vem provocando; surge como quem não fora convidado, mas apodera-se de nós como se fossemos criaturas fáceis, obedientes e conformadas. A princípio, ele até poderia ser considerado "mais um" visto por aqueles que já estão acostumados, mas somos todos tomados pela surpresa de alguém que não quer ser igual aos seus antecessores; somos tomados pelo inesperado, o não planejado; sim, tomamos um susto! Quem é esse sujeito cuja aparição nos tirou do sério, trouxe muita dor de cabeça, e que parece não querer ir embora tão cedo? Ele é o Tigre - ou melhor, o ano do Tigre.
Ligeiro, astuto e valente, assim é um tigre e isso todos nós sabemos. Agora, já paramos para pensar como o Tigre pode querer interferir nos nossos 365 dias? Mudanças bruscas e inesperadas podem acontecer, afinal como é o que um tigre dá o bote em sua vítima? Será, justamente, a velocidade que dita essas mudanças a chave do nosso ano, portanto, aqueles com maior capacidade de adaptação a novas circunstâncias terão vantagem para domar este indomável Tigre. Assim, se apenas pensar em um ritmo mais acelerado já te causa vertigem, é bom você rever seus conceitos. Mas, talvez, a mais sábia característica de um tigre que precisamos adquirir é, sim, a capacidade de observação. Pessoas, observai!
26 de dezembro de 2009
Au revoir 2.009!
A máxima dos clássicos natalinos fez-se verdade outra vez: “então é Natal”. Na verdade, este texto está sendo escrito um dia após tal festividade, ou seja, já em clima de Réveillon – como se fosse fácil e, cá entre nós, possível separar uma data da outra, por mais que estas sejam separadas por seis dias. O Natal é aquela preparação da alma para o “bug da virada do ano”- momento em que nosso processador faz uma limpa no sistema, mas claro, com aquele backup antecedente e revigora-se para mais uma leva de informações a serem processadas e devidamente armazenadas. Com isso, surgem as incertezas, o receio, o medo. Justamente por isso eu considero a data do Natal como uma preparação para esse turbilhão de aparições, já que o seu brilho, o seu poder de tocar as pessoas e emocioná-las reconforta, enche de esperança, fortifica e revigora; tornamo-nos mais humanos – prontos para qualquer provação da vida.Esse misto de nascimento e renascimento compõe o Papai Noel que nós esperamos, que não é uma materialidade em forma de pessoa, mas sim um espírito comum de coisas boas. Papai Noel é olhar para uma mulher grávida e sentir um milagre vendo a esperança de um futuro, é olhar para uma criança e admirar o brilho de uma estrela em forma de sorriso, ele é olhar para um idoso e agradecer-lhe pelos ensinamentos, olhar para um doente e ter a esperança na cura, olhar para um morador de rua e acreditar no valor das pessoas e não no quanto elas têm no bolso, é olhar para uma cidade, um pais, um continente, um mundo transviado e agir para resgatá-lo. Em meio a tantas atrocidades de que somos noticiados, não podemos deixar que Papai Noel volatilize-se. Papai Noel é fazer a diferença na vida das pessoas.
1 de dezembro de 2009
Adeus: o prelúdio de uma nova vida
O décimo segundo mês - que pelo nome deveria ser o décimo e só não é porque os romanos precisaram acrescentar dois meses aos dez iniciais do calendário romano em decorrência do tempo do ciclo solar - chegou, e com ele sempre vêm aqueles jingles natalinos, musicais que reúnem todo o casting das emissoras, retrospectivas, centros comerciais lotados, crianças encapetando em casa e levando seus pais à loucura, viagens, festas, correria... Ufa! Há tempo para respirar? Justamente no momento das férias, daqueles tão aguardados dias de folga, a agitação e o cansaço imperam. Mas para certas pessoas, entre os dezessete e dezoito anos, o tempo natalino assume suas verdadeiras características: paz, descanso, reflexão, nascimento, ou melhor, renascimento.
Quem são essas pessoas, esses quase adultos, para os quais o final do ano realmente se impõe chamando a atenção e deixando marcas? Prazer, eles são os formandos. Mas pensando bem, eles jamais se identificariam nessa expressão, escolherei outra: são os saudosos do terceiro colegial, ou como eles chamam, Terceirão! Pessoal complicado, complexo, paradoxal, difícil de lidar, terror da escola e dos pais, mas que na verdade, acaba causando tudo isso pelo simples fato de estar procurando sua identidade.
Quem são essas pessoas, esses quase adultos, para os quais o final do ano realmente se impõe chamando a atenção e deixando marcas? Prazer, eles são os formandos. Mas pensando bem, eles jamais se identificariam nessa expressão, escolherei outra: são os saudosos do terceiro colegial, ou como eles chamam, Terceirão! Pessoal complicado, complexo, paradoxal, difícil de lidar, terror da escola e dos pais, mas que na verdade, acaba causando tudo isso pelo simples fato de estar procurando sua identidade.
1 de novembro de 2009
Do Brasil, com carinho...
O nome dela é Yoani Sánchez (sim, olha ela aqui outra vez!), sua profissão é estudar a literatura, língua e cultura hispânicas e seu ofício é um dos mais sagrados: Yoani é uma verdadeira mantenedora da identidade cubana, ao passo que não pretende abandonar a ilha e viver o sonho americano, muito pelo contrário, o que ela quer mesmo é uma vida melhor para o seu povo. Povo esse que está começando a respirar após uma revolução muito mal explicada e uma política muito mal compreendida pelos que a ela se submeteram. E como suas intenções são as melhores possíveis, muito tem sido falado sobre ela, desde o convite brasileiro para desembarcar aqui até seu recém publicado livro "De Cuba, com Carinho" que reúne os textos do seu Generación Y e exerce o papel de documento social da ilha dos Castro.Com esse título de Yoani em mente, comecei a pensar como seria a sinopse de uma versão abrasileirada do livro, o que contaríamos, quem criticaríamos... Confesso que não seria uma atividade nada fácil retratar o nosso país em um livro; são muitos paradoxos, tantos esquemas que precisaríamos destrinchar, tantas obscuridades que teríamos que por às claras, caso contrário, quem as entenderiam? Nós as entendemos?
14 de outubro de 2009
FUTEBOLina: a droga do brasileiro
As quartas, aos domingos, ou sempre que o gramado chamar. Com chuva, com sol, ou sempre que o chamado soar. De dia, de noite, ou sempre que o esquema se montar. É só a bola rolar que lá estará o brasileiro, o eterno apaixonadamente apaixonado (ui, brega?). Pode falar que brasileiro sofre, que brasileiro come poeira, que brasileiro ataca de nacionalista por noventa minutos... Pode falar sim, afinal, é a mais pura verdade. Durante o jogo, lágrimas e zombarias têm lugar cativo; exaltações ao país costumam não faltar. É assim, é a vida, é a brasilidade em sua forma mais genuína!Futebolarte é o entorpecente do brasileiro. Temos noventa minutos de alucinação. Esquecemo-nos de tudo, de todos, da nossa própria vida – perdoem, estamos sob o efeito da futebolina! O efeito vai passar, tudo voltará ao normal, mas precisamos desse tempo de devaneio. Precisamos esquecer-nos dos escândalos federais, dos bigodudos terminais – o bananeiro do chapelão e o Seu /sir.ney/ do Maranhão – da cotação da verdinha americana, da independência da ilha cubana, dos mísseis nucleares, dos Seus Parlamentares, da dinâmica da globalização... Precisamos ser apenas torcedores, apaixonados, desesperados, sofredores.
4 de outubro de 2009
Yoani Sánchez: a voz que se faz ouvir
Nesta semana, Yoani mais uma vez está em voga - mas para quem já a conheceu, como quem vos escreve, esquecê-la é tarefa nada fácil e, muito menos, desejável. Desta vez, a blogueira cubana que causa tanto estardalhaço a ponto de ser criticada em prefácio de livro pelo próprio Fidel e ser, covardemente, considerada perigosa pelo governo, chama mais nossa atenção para o sistema decadente que insiste em dizer que "na ilha, tudo vai bem". Intitulada "As três mentiras cubanas", a entrevista feita pelo jornalista Duda Teixeira ocupa as Páginas Amarelas da edição 2.133 de Veja e é uma leitura essencial àqueles que pretendem conhecer a realidade além-América.
14 de setembro de 2009
Julgada por aqueles que ela julga: a questão da Justiça no Brasil
Ética, moral (esqueçam os bons costumes) e senso de bem comum estão diretamente ligados à ideia que fazemos do setor judiciário verde-amarelo. Ele nada mais é que o reflexo da áurea do povo brasileiro, por conseguinte, concorre a esse povo a competência de interferir no que lá é articulado. Os resultados à que somos submetidos são, na verdade, aqueles oriundos do nosso comodismo - ou da falta dele.
Omitir que há decisões que independem de nós diretamente é uma falta grave, mas não se deve nunca perder a linha de raciocínio de que quem está lá, está graças a nossa vontade, ou graças à vontade de terceiros que, por sua vez, foram escolhidos por nós. A culpa também é nossa, caiamos na real!
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