7 de agosto de 2009

Finalmente, vamos respirar mais aliviados

Sete de agosto de 2.009: um divisor de águas, um belo dia para se recordar, afinal é a partir desse dia que vamos nos ver livres daquela fumaça toda na capital paulista. Não apenas da fumaça que incomoda, que cheira mal, como também da fumaça que mata. O fumo passivo está em terceiro lugar no ranking mundial de causadores de mortes evitáveis e quando se trata do fumante ativo os dados são mais assustadores ainda: por hora no Brasil, morrem cerca de dez pessoas em decorrência do fumo e, a cada ano, perdemos cerca de quatro milhões de pessoas de forma prematura graças ao tabaco. Quando pensamos então em cânceres gerados pelo cigarro os números se mostram inacreditáveis: 97% das mortes por câncer de laringe está diretamente ligado a essa praga. Lembrando que esses dados são da OMS.

Realmente, a situação não é nada confortável nem para quem fuma, muito menos para quem é obrigado a inalar todas as substâncias oriundas da tragada do amigo ao lado. Para dimensionar: um fumante passivo entra em contato com 4.700 substâncias químicas, entre tóxicos sistêmicos, irritantes, mutagênicos e carcinógenos, os facilitadores do câncer. Existem ainda, claro, os problemas imediatos como irritação ocular, dor de cabeça, vertigem e infecção respiratória. É, vivemos em meio a nuvens de fumaça nada límpidas.

4 de agosto de 2009

Leitura: uma chave de muitos segredos

Com o cenário globalizado observado nas regiões urbanas, algo essencial passa a soar como mais um problema a ser solucionado: time management. Sim, o planejamento do tempo se transformou em uma dor de cabeça. Tal obstáculo à plena organização e ao efetivo controle sobre nossa agenda afeta, principalmente, aqueles que se mostram menos preparados e experientes: a juventude.

Não faremos aqui desse problema o protagonista da discussão, e sim o fator causa principal de outro muito alarmante, agora de cunho intelectual: a falta de leitura. Por conseguinte, o atraso e até a má formação do intelecto necessário para uma formação acadêmica e até social - por que não? - satisfatória. A leitura, formadora de uma rara e preciosa capacidade humana de interpretar e decifrar sociedades, pessoas, culturas, períodos e até sentimentos, está sendo esquecida.

28 de julho de 2009

Malandro é malandro e mané é mané

Confusão: essa é a palavra que tem imperado ultimamente. E quem encontramos no meio dela? Encontramo-nos é a resposta certa. Infeliz, mas certa. Triste, mas certa. Confusa, mas certa. Entre desconfianças, indecências e imoralidades, a única certeza que temos é que não temos certeza alguma. Aqueles destinados a nos representar e a desfazer todas as possíveis confusões contribuem para nos deslocar ainda mais. Entre um cachorro em meio a um tiroteio e os brasileiros no furor de uma crise, é mais confiável seguir o cachorro quando se procura abrigo. Não que os brasileiros não sejam confiáveis - quem sou eu para falar isso? - mas são confusos demais.

A cada dia, somos brindados com "excelentíssimas" novidades; testemunhamos alianças que nossa vã filosofia jamais suporia realizáveis, descobrimos atos que já prevíamos acontecer, mas que envergonhavam menos por serem ainda secretos e que surgem como uma bomba relógio procurando desesperadamente um lugar para devastar. Com o nascer do sol, renasce o receio por novas notícias, mais particularidades pobres podem surgir e assim, mais uma vez, despejar sobre nós um balde de água fria. No país do cidadão "malandro" que não desiste nunca e sempre dá aquele jeitinho brasileiro, sentimo-nos como perfeitos manés que andam levando tropeços e rasteiras aos pares.

21 de julho de 2009

E agora, Darwin?

Com os duzentos anos do nascimento de Charles Darwin completados neste ano e o sesquicentenário da publicação de sua obra-prima científica, A Origem das Espécies, uma questão intrigante surge desafiando não só o espaço escolar, mas expandindo-se por todos os outros campos. Por que, em um mundo tão divulgadamente globalizado, há uma forte relutância em se aceitar a teoria evolucionista? E o mais grave: por que essa relutância se transforma na opção de escolas evangélicas e adventistas de omitir tal teoria nas aulas?


É estranho perceber que no país das melhores universidades, com metade dos cientistas premiados com o Nobel e o qual detém um número de patentes registradas superior à soma de seus concorrentes diretos, apenas um em cada dois americanos acredita na teoria de Darwin. Sendo assim, metade da população considera anos de pesquisas e provas cabais como mais uma mera teoria.

Mais estranho ainda é pensar que a ciência e a fé, hoje em conflito, já estiveram unidas. As civilizações antigas, como a babilônica, a persa, a hindu e principalmente a romana da qual engenheiros projetaram e construíram o mais avançado aqueduto de seu tempo banhando-se em sangue de touro para garantir proteção divina, são provas legítimas. E a fusão que soaria indelével deu origem a um dos maiores embates argumentistas atuais, aquele que busca definir, porém sem aparente sucesso, de onde viemos.

15 de julho de 2009

A melhor lição vem da derrota

Ascensão relâmpago, contratos milionários, mudanças de país, milhões de dólares, mansões luxuosas, carros dos sonhos, fama, festas, solidão, depressão, perda de foco, escândalos... E onde tudo isso se intersecciona? No mundo futebolístico atual. Melhor definindo: fazem parte de um sistema do qual somos testemunhas.

Não raro aparece mais uma estrela no futebol e logo já traçamos, imaginariamente, sua jornada: começo brilhante, auge da carreira e uma crise, o ponto mais triste do caminho. Então surge a pergunta: após a crise, a trajetória do menino brilhante, da estrela, rumará à sua recuperação gloriosa ou à queda ainda maior no abismo?

8 de julho de 2009

Jornalista...

Jornalista é bom, mas pode ser muito mau se quiser (cuidado com ele!).
Jornalista é complexo, mas sabe como ninguém se expor com total clareza (preste atenção nele!).
Jornalista é lindo, mas passa por situações que ninguém imagina (orgulhe-se dele!).
Jornalista é imparcial, mas nem por isso quer dizer que ele não importa (valorize-o!).
Jornalista não tira a fantasia, não tira férias de sua vocação, ele é jornalista anywhere anytime.
Jornalista é aquele que está disposto, a cada novo dia, dizer: 'eu aceito o desafio!'.
Jornalista é aquele que não tem medo de cara feia, não teme o desafio, não se contenta com o 'tudo mastigado'.
Quer saber de uma coisa? Jornalista vive para valer, por viver.
Jornalista, só um jornalista para entender...

1 de julho de 2009

O poder da mente humana: até onde ela pode nos levar?

O que era ficção virou um protótipo de realidade e o que era considerado um ato paranormal agora é visto como o ápice da biotecnologia.


Fazer uma pessoa levitar, mover objetos com toda aquela concentração, atirar e arremessar objetos como em filmes de bruxos parecem coisas inexplicáveis na realidade, banhadas por truques e efeitos especiais. Mas não é por esse ângulo que os pesquisadores da Universidade Duke, na Carolina do Norte, enxergam os fatos. Lá, é possível pôr a força da mente para trabalhar.

O brasileiro Miguel Nicolelis, chefe do laboratório de neurofisiologia da Universidade Duke, e o americano Dennis Turner, neurocirurgião, encabeçam as pesquisas voltadas para essa área. O trabalho deles na Universidade consiste em desenvolver um método prático e seguro para a captação e decodificação de ondas cerebrais que serão convertidas em linguagem digital, a qual aciona o equipamento destinado a realizar os movimentos.

Testes com ratos e macacos e, surpreendentemente, já com humanos têm mostrado que os pesquisadores estão no caminho certo. Este último tipo de teste foi realizado no Centro Médico da própria Universidade Duke durante uma operação para tratamento do mal de Parkinson. Com o crânio aberto e acordado - assim como as cirurgias para esse mal exigem - o paciente teve um conector com microfios da espessura de fios de cabelo colocado na região responsável pelos movimentos e ao conector cinquenta neurônios foram ligados. O paciente então precisou mover uma figura em um monitor com uma espécie de mouse.

29 de junho de 2009

Ela voltou!

Ela não é sua única representante, mas uma das mais memoráveis. Ela não é sua mentora, mas uma de suas propagadoras mais exemplares; também não é sua mãe, mas uma de suas filhas mais honrosas. Essa é a clara relação que se pode estabelecer entre o Jornalismo de qualidade e ela, Ana Paula Padrão, o casamento perfeito entre ética e profissionalismo.

E agora, ela está de volta! A bem da verdade, vale aqui aquela "volta dos que não foram", porque de uma forma ou de outra, estando na bancada ou na rua, sempre tivemos Ana Paula Padrão. Creio que depois que ela surgiu mostrando como é que se faz, não conseguimos mais enxergar o bom Jornalismo sem sua presença.

De sua estreia no Jornalismo até hoje, Ana Paula já passou por diversas fases; mudanças de visual, de vida, de perspectiva, de campo de atuação se sucederam desde então, mas a essência permaneceu constante. De guerras às Olimpíadas, Ana Paula transitou por diferentes panos de fundo, mas seu profissionalismo permaneceu intocado. Ao longo de todas essas mudanças, de todos os cenários e situações que ela enfrentou, sua marca se tornou cada vez mais evidente, o que lhe conferiu a tão almejada recompensa de todo jornalista: a credibilidade.

14 de junho de 2009

Profundamente...

Aqui o jogo é para valer e não tem ninguém para quem você possa olhar com cara de clemência e gritar: "Tempo!".
Não estamos brincando de pega-pega, muito menos de esconde-esconde (por mais que, em algumas horas, possa parecer) então não há outro jeito senão enfrentar.
Super poderes, não! Robôs que façam por você, não! Olhar para o céu para ver se o milagre acontece, na na ni na não!
Me disseram uma vez e agora eu acredito, "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".

Mas quem disse que apesar de tudo isso, não precisa ser algo lindo?
A falta de quem te socorrer, te torna autosuficiente; a ausência de escapatória te torna experiente; a necessidade de seus próprios recursos te faz mais forte.
Ainda assim, prefere ver tudo como uma infinita dificuldade?
Pois bem, você nunca entenderá o que é viver a vida profundamente...

10 de maio de 2009

Mãe: bom de dizer, melhor ainda de ouvir

Quando é feliz, realizado, honesto, proclama-se que é somente pela educação que ela lhe deu, pelo amor que lhe entregou e pela confiança que depositou em você sem precedentes. Caso seja frustrado, infeliz ou traumatizado, enfatiza-se sempre que a razão do desgosto é ela, que lhe encheu de proibições, que nunca lhe deu atenção e que não soube te fazer feliz.

Pois bem, elas carregam um fardo enorme. Precisam matar um leão a cada dia. Afinal, para julgarem se obtiveram êxito ou não, olham de imediato para no que o filho se transformou. Certo? Errado? Não é aqui que pretendo chegar.
Na verdade, minha intenção aqui não é chegar a nenhum lugar propriamente dito. Acho que estou dando um passeio pelos meus pensamentos e só falando alto demais. Entendem-me?

30 de abril de 2009

Felicidade: uma questão que parte muito mais de você

Felicidade é um estado de espírito ou um modo de vida? Pois bem, essa é uma das grandes indagações daqueles que dizem buscar incessantemente tal plenitude. O estado de espírito é, a meu ver, uma questão muito mais de fora para dentro do que o dentro para fora que julgo ser o modo de vida. Mas levando em consideração esses lados, qual é o mais adequado para se atingir um nirvana de felicidade? E mais, qual de fato traz uma felicidade sincera e duradoura?

Estado de espírito entendo por ser a soma de ações e reações que criam nas pessoas uma carga muito pesada, seja ela positiva ou negativa, que se faz presente mediante sua forma de agir consigo mesma e com o próximo e na associação de sentimentos. Por ser uma expressão de carga metafísica e emocional é avassaladoramente variável e tende então a convergir a um fim. Enquanto o modo de vida é a expressão externa de toda uma bagagem sentimental amadurecida e sofre mutações indolentes, pouco perceptíveis.

12 de abril de 2009

E a palavra é: renascimento

Mais uma Páscoa veio e mais uma Páscoa então foi embora. E o que absorvemos dela? O que mais essa Páscoa vivida acrescentou à nossa vida? Será que apenas o chocolate vai ser lembrado por um bom tempo ou é a reflexão que fizemos que vai deixar sinais?
Não estou aqui para discutir o que você considera certo ou o que a Páscoa significa para você; minha intenção é discutir o momento reflexivo que a Páscoa nos proporciona.

Palavra oriunda do hebraico "Pessach" e interpretada no idioma grego como "passagem", para nós, hoje em dia, a Páscoa costuma ter outros significados. O feriado, o exagero e o sentimento de culpa a ele relacionado andam agora atrelados à Páscoa. Em nada se assemelham, portanto, ao significado original.

11 de abril de 2009

♪ Au au, hi-ho, miau miau, cocorocó...

Se você logo pensou no refrão como de "Os Saltimbancos", parabéns! Você acertou. Digamos que eu seja uma saltimbacomaníaca e tenha todo o orgulho em falar dessa obra-prima do imaginário infantil.

Desde a primeira vez que tive contato com a história do burro que junto com um cachorro, uma galinha e uma gata, decide ir para a cidade virar artista, eu fiquei encantada. Por mais que seja de um enredo super simples e situações nada mais que simplórias, o astral do então grupo de sonhadores que aprendem a unir suas forças e superar as diferenças muda todo esse cenário. Dá um ar tão mágico e encantado, que a meu ver, fica difícil não se render a fofura e ao espírito aventureiro do grupo de amigos animais.

Já vi duas encenações dessa peça. A primeira há oito anos atrás e a outra no mês passado. Confesso que quanto mais vezes entrar em cartaz, mais vezes eu terei o prazer de dizer "eu já vi Os Saltimbancos ao vivo".

10 de abril de 2009

Números: everywhere, everywhen

200 milhões é o número de usuários que o Facebook atingiu recentemente.

50 milhões é quanto ainda será investido na recuperação do antigo prédio da Cesp, na Av. Paulista, para que ele possa entrar em leilão de novo.

60.000 é quanto vai custar o Smart Fortwo, carrinho de dois lugares, que entra no nosso mercado nesse mês.

165 quilos é o peso do ovo de chocolate gigante produzido pela Ofner, neste ano.

85 anos é a idade da pizzaria mais velha de São Paulo, a Castelões.

60 ligações é, em média, quanto um operador de telemarketing faz por dia.

51 é o número de parques da cidade de São Paulo.

42 indica quantos casos de dengue foram confirmados em São Paulo, no primeiro trimestre deste ano.

23 quilômetros é a extensão das ciclovias que temos disponíveis na capital.

R$ 4,30 é quanto você paga, em média, para tomar um café em Nova York.

8% é a parcela de chamados relacionados à incêndios dentre todos que o Corpo de Bombeiros da capital recebeu em 2.008.

1 de abril de 2009

Figuinhas, figuinhas!

Fim do vestibular? Enem "turbinado"? Prova padronizada? Fim àquelas taxas que pagamos para fazer as provas em mais de uma faculdade?
Será? Eu espero.

Além do sistema ficar mais unificado, os alunos não serão obrigados àquelas enchentes catastróficas de conteúdo que ainda são submetidos em todo o Ensino Médio, mas com muito mais intensidade no tão carinhosamente apelidado "terceirão".

Tudo bem que de 63 questões esse número dará um salto olímpico para 180, mas mesmo assim, a meu ver, esse novo método de seleção é bem melhor.
Particulamente, eu espero que essa nova medida seja adotada mesmo e seja posta em prática já no "vestibular" 2009, afinal lá estarei eu no segundo semestre...

Agora, é só esperar e torcer. Figuinhas, amigos!